AS CIDADES TRAZEM EM SEU DNA UMA SÉRIE DE QUESTÕES SOCIAIS. À MEDIDA EM QUE ELAS CRESCEM, ESSES PROBLEMAS SE AGRAVAM.
É ASSIM COM QUALQUER GRANDE CIDADE.
É ASSIM COM BH.


Uma das questões sociais que mais desafiam mentes e corações de todos os que têm sensibilidade e consciência é a questão do morador de rua.

Como sensibilidade e consciência são, em última instância, características inerentes à própria natureza humana, afinal somos todos iguais, somos todos humanos, essa questão desafia a todos e a cada um de nós.

Mesmo que às vezes nossa sensibilidade e nossa consciência fiquem meio “afundadas” pela correria do dia-a-dia, no fundo todos nós sabemos; está na Constituição, é claramente percebida pela nossa consciência, TODOS TÊM DIREITO À VIDA COM QUALIDADE E DIGNIDADE – mas o que está na nossa frente é uma realidade bem diferente disso.

Muitas vezes nós não queremos ver, agimos como se eles fossem invisíveis – mas está lá, bem na nossa frente, na esquina da rua, no farol fechado, num acaso ou num raro momento de ousadia por parte deles em que os seus olhos atingem nossos olhos pegos de surpresa, bem assim, olho no olho: a vida sem qualquer qualidade, sem qualquer dignidade.

O MORADOR DE RUA É, SEMPRE, UMA VÍTIMA DAS CIRCUNSTÂNCIAS – CIRCUNSTÃNCIAS ESSAS NAS QUAIS, POR AÇÃO OU OMISSÃO, TEMOS ALGUM NÍVEL DE RESPONSABILIDADE.

DE ALGUM MODO, ESSA SOCIEDADE E ESSA ECONOMIA EM QUE VIVEMOS, FORTE E PUJANTE PORÉM TAMBÉM EXTREMAMENTE DESIGUAL E QUE EXCLUI PARCELAS SIGNIFICATIVAS DA POPULAÇÃO. SÃO CRIAÇÕES NOSSAS..

Há a adequada percepção de que a geração de empregos, a produção e a comercialização de riquezas e o pagamento de impostos são importantes, são essenciais – mas há também uma outra ponta, o lado fraco, dos que não recebem do Estado a contrapartida que esse Estado deveria proporcionar pelos impostos, riquezas e desenvolvimento gerados. E assim muitos são barrados, alijados da vida, envolvidos por circunstancias extremamente adversas e cruéis.

Assim, cabe a todos nós, agentes ativos dessa economia e dessa sociedade, nos mobilizarmos para modificar a dura e perversa realidade do morador de rua.

Somos todos humanos,
somos todos iguais.