HÁ UMA PEQUENA CIDADE, AGUARDANDO POR VOCÊ DE BRAÇOS ABERTOS–PARA JUNTOS FAZERMOS ALGO DE CONCRETO PARA COMEÇAR A TRANSFORMAR ESSA REALIDADE SOCIAL:

Tudo começou com uma emoção.

Em 1997, um pequeno grupo de pessoas passava as madrugadas levando alimento quente, agasalhos, atenção e amor a moradores de rua de Belo Horizonte. A cada noite, experiências tocantes, marcantes, transformadoras.

Entre aquelas pessoas estava o Pastor Júlio Flávio Lacerda, então integrante da Igreja Batista da Lagoinha.

Com pouco mais de 30 anos naquela ocasião, o Pastor Júlio foi especialmente tocado por uma experiência que o emocionou profundamente, a ponto de decidir dedicar sua vida a partir de então a cuidar dos moradores de rua.

Para sentir de perto a realidade do morador de rua, durante três dias o Pastor Júlio viveu como um deles – e sentiu na alma o olhar de desprezo e repulsa da sociedade, descobriu a dura realidade que despeja na vida de cada morador de rua, homens, mulheres, crianças, idosos ou jovens, um histórico de decepção, tristeza e dor.

Um sonho visionário
começou a se tornar real.

Em 2008, o Pastor Júlio decidiu passar a atuar de forma independente e “correr atrás” do sonho visionário de criar uma estrutura que proporcione ao morador de rua um atendimento e um apoio realmente efetivo, amplo e integral. Começou a tomar forma a idéia da CIDADE REFÚGIO.

Para passar do sonho à realidade, instalou em uma fazenda no município de Caetés, na grande BH, uma unidade provisória de atendimento e tratamento.

Como a maior parte dos moradores de rua tem nas drogas, inclusive alcoolismo, a causa ou um efeito diretos de sua frágil condição, o trabalho da equipe que o Pastor Júlio passou a liderar normalmente começa com um tratamento específico, inclusive com apoio psiquiátrico se necessário. E contempla uma variada gama de esforços objetivando levar aos moradores de rua atendidos uma efetiva restituição de esperança, amor próprio, cidadania, dignidade, capacitação profissional, reinserção social – uma vida inteiramente renovada..

Na unidade provisória de Caetés, que está sendo desativada com a concentração das atividades nas novas instalações definitivas, foram cuidados, em regime de internato, de 2008 até agora, cerca de 200 pessoas tiradas das ruas. A maior parte já integralmente restaurada – em termos físicos, emocionais, mentais, familiares, profissionais e sociais.