Testemunhos

Marcílio de Souza Santos

Meu nome é Marcílio de Souza Santos, tenho 49 anos, natural de Belo Horizonte. Fui casado durante quinze anos, pai de três filhos e trabalhava com prestação de serviços de vigilância armada. Conheci o crack aos 38
anos e passei a ter muitos problemas familiares, depressão, até ir morar nas ruas com o fim do meu casamento. Durante 10 anos morei embaixo
de um viaduto na região central da cidade, sem contato com meus familiares, passando frio, fome e muito sofrimento. Vivia algo que eu
nunca imaginei passar, me tornei um mendigo.
Por ser muito temente a Deus eu sempre clamava ao Senhor que me ajudasse, por isso acredito que nunca fui abandonado por Ele e nada
de ruim e mais grave aconteceu comigo. Um dia dois policiais fizeram uma batida e contei minha história, eles me falaram do amor de Cristo e fui
tocado a procurar minha família. Resolvi ir atrás de meu irmão que era evangélico e ele me apresentou a casa de recuperação. Desde o dia 25
de dezembro de 2012 estou seguro e refugiado na Cidade Refúgio,
tenho uma nova casa e uma nova vida em Cristo em comunhão com meus irmãos. Recuperei minha dignidade e descobri dons que Deus me deu. Hoje trabalho na obra como desenhista no curso de corte e costura.
Agradeço a Deus, ao meu irmão, aos pastores, aos obreiros e a todos que me apoiaram, me deram força e sempre acreditaram em mim. Em minhas orações peço a Deus não só por nós da Cidade Refúgio, mas por todos aqueles que vivem nas ruas para que possam um dia ser agraciados por
essa obra maravilhosa.

Gleison Tomás

Meu nome é Gleison Tomás Gomes Rocha, tenho 23 anos e sou de uma família de 4 irmãos. Logo aos 17 anos conheci as drogas.
Comecei a fazer uso de maconha até que me envolvi com o mundo do crime com a ilusão de conseguir conquistar tudo que eu gostaria
de ter. Em conseqüência das drogas conheci o sistema carcerário, pois fui condenado a 5 anos de reclusão, mas por bom comportamento
cumpri apenas 2 anos e 3 meses. Isto deveria ser o bastante para que eu mudasse de vida, mas não foi. Depois de voltar à sociedade conheci o maldito crack, o que me levou a maior ruína que o ser humano pode
experimentar. Para sustentar o vício passei a cometer vários pequenos furtos dentro da minha própria casa, perdendo assim a confiança
dos meus entes queridos e a dignidade de homem. No meio desse precipício o Senhor colocou no meu caminho um anjo que é a Pr. Sandra. Foi então que tive o privilégio de conhecer o Projeto Cidade Refúgio e
um grande homem de Deus: Pr. Júlio. A minha vida mudou totalmente. Todos os dias eu conheço um pouco mais da Palavra de Deus.
Hoje estou liberto, curado e sarado em Cristo Jesus e agora eu sei que tudo posso naquele que me fortalece! Amém.

Das Ruas a restauração de sua vida e ao Casamento de

Peterson Thiago e Patrícia Conceição.

Algumas vezes nos sentimos fracos e desanimados, principalmente
quando nos deparamos com situações de recaídas e histórias de alunos
que infelizmente não fizeram a semente da nova vida germinar. Entretanto,
muitos são os milagres que temos visto e vivido. Neste mês compartilhamos uma história que nos encoraja e nos fortalece.
Em 2009 recebemos um aluno alto e franzino em nosso escritório e
por três vezes não pudemos atendê-lo por ausência de vagas.
Sabíamos que diante de nós estava uma vida precisando de cuidados,
como os milhares que vêm até o escritório diariamente,
porém não podíamos imaginar que sua mente e coração estavam
decididos a fazer sua última busca em prol da sobrevivência.
Naquele dia, já em sua quarta tentativa e pronto para tirar a
própria vida caso não fosse atendido, ele recebeu uma resposta
diferente e foi levado para internação ainda em nossa unidade
provisória em Caeté. Peterson Thiago Oliveira é natural de Montes
Claros e com uma história familiar e profissional conturbada
optou pela cidade grande na ilusão de melhores oportunidades.
Deparou apenas com a triste realidade das drogas, morou nas
ruas, trabalhou para o crime e o tráfico, além de se tornar cada
dia mais dependente da cocaína e do crack.
Peterson foi aluno da casa por apenas 3 meses, metade do
tempo médio estabelecido para o tratamento. Mas estávamos diante de
um rapaz decidido por mudança, com sonhos restabelecidos por Deus e
firme na fé. Assim foi sua recuperação e desde então ele tem sido testemunho do amor e do cuidado de Deus. Muitas foram as vezes em que ele retornou ao escritório em busca de conselhos e apoio. Passou por dificuldades em sua retomada, mas esteve sempre motivado e confiante.
Alegramo-nos em testemunhar mais uma parte dessa história de sucesso
e vitória em Cristo. No dia dois deste mês e após dois anos de
namoro, o Pr. Júlio celebrou o casamento de Peterson Thiago e Patrícia da
Conceição, moça doce, linda e simpática. Diferente daquele menino perdido que buscava ajuda, hoje Peterson é um homem trabalhador, marido dedicado e cabeça do lar. Oramos para que o Senhor abençoe imensamente este casal e que eles possam ser sempre testemunhos do milagre da vida através de Cristo Jesus. Oramos ainda para que possamos compartilhar muitas e muitas outras histórias de perseverança, fé e recuperação através do poder transformador da Palavra de Deus.

Conheça a história de Jhonatan Alves, 30 anos.

 

Quando a gente é adolescente, sempre quer ser incluído na turma.

Não foi diferente comigo. Eu era um garoto do interior, sem muita malícia a respeito do mundo e não tinha muitos amigos. Na escola, tinham alguns meninos que eu considerava mais “descolados” e eu queria ser igual. Só que, para isso, eu precisava fazer as mesmas coisas que eles, inclusive fumar maconha. Dessa forma, tentando me enturmar, acabei entrando no mundo das drogas.No começo, tudo parecia maravilhoso. Frequentava as baladas e me envolvia com muitas mulheres. O problema é que o mundo das drogas funciona como uma escada evolutiva: com o passar do tempo, a maconha já não era mais suficiente. Passei a usar outras drogas, até conhecer o crack.Isso causou muito sofrimento a mim, mas também a minha família e amigos de verdade. Quando eu usava crack, eu não conseguia pensar em mais nada além de consumir a droga. Eu roubava, mentia, fazia de tudo para conseguir ter aquilo que não me fazia bem.O sofrimento, a angústia e a destruição eram presentes todos os dias em que usei. Fui dependente do crack dos 19 até os 28 anos, quando conheci um pastor que foi usado por Deus para me apresentar o irmão de um dos pastores da Cidade Refúgio.Em 2015, vim para Belo Horizonte, sem conhecer nada da cidade, apenas com um papel que continha o endereço do local onde faziam a triagem. Desde então, entrei no processo de recuperação e, algum tempo depois, estava liberto! Hoje agradeço a Deus, que restituiu minha família e meu caráter. Glorifico ao Senhor por ter colocado esse projeto no coração do pastor Júlio e também a todos os colaboradores que acreditam que Deus pode mudar a vida de um homem. Só posso agradecer a vocês e dizer que vale a pena se recuperar. Atualmente sou colaborador na obra e tenha certeza: vale a pena contribuir com o projeto!

Roni Miguel

 

“Meu nome é Roni Miguel, nasci em Ribeirão Preto/SP. Sou de uma família muito humilde e honesta. Quando eu estava com 13 anos meu pai faleceu e a tristeza desta perda me levou ao uso da maconha.
Para manter aquela alegria do momento passei a cometer pequenos furtos e sustentar o vício. Eu sentia um vazio dentro de mim e não via sentido mais para viver. Desesperado, realizava assaltos a mão armada e traficava.
A desilusão era tão grande que deixei de apenas traficar a cocaína e me tornei um escravo dela.
Por tantos crimes acabei sendo preso. Na prisão conheci o crack e perdi tudo. Foi o fundo do poço! Fui morar nas ruas com outros mendigos, sem apoio da família, triste, depressivo. Minha vida mudou quando conheci o Projeto Cidade Refúgio. Ali fui restaurado e conheci a Cristo. Hoje auxilio os serviços da comunidade terapêutica como monitor. Agradeço a Deus pela vida do Pr. Júlio e a toda sua equipe pela oportunidade que recebi. Honro a Deus por hoje poder dizer como está escrito na Palavra Dele em II Coríntios 5:17 que “se alguém está em Cristo é nova criatura e as coisas velhas passaram, eis que tudo se fez novo”. Aleluia!

Jeanderson Júlio

 

Esse é o  Jeanderson Júlio, morou na rua por aproximadamente
2 anos e tinha problemas com a bebida.

Esteve conosco até agosto/2009, permaneceu por 6 meses na
casa e hoje é padeiro. Após sua passagem conosco, ele está

experimenta nova vida, e a plena restauração,

se mostra nos pequenos detalhes, nos valores que

ele readquiriu graças a perseverança e fé.


Neste mês, casou-se com Renata Batista, em cerimônia
foi realizada pelo Pastor Cláudio.

Que a graça do Senhor seja sobre a vida dele e

sobre este casamento!

Ricardo Souto

 

Saúdo a Igreja com a Paz do Senhor.

Meu nome é Ricardo e hoje sou servo do Senhor. Tenho 33 anos, sou
ex-dependente químico, liberto graças à misericórdia que Deus teve sobre minha vida. Fui morador de rua por mais de 16 anos.
Tive minha primeira experiência com as drogas aos 15 anos, ainda em São Paulo. Fui viciado em cocaína e posteriormente em crack. Abandonei minha família e fui morar nas ruas da capital paulista, onde encontrei refúgio também no alcoolismo.
Andei por outras cidades até chegar em Belo Horizonte, buscando uma maneira de deixar a vida que levava. Dormia debaixo de marquises junto a outros moradores de rua, bebendo e usando drogas.
Sentia muita vontade de deixar essa situação, porém não encontrava saída. Queria muito encontrar alguém que pudesse me ajudar. Por meio da Igreja, conheci o Pastor Júlio, que se prontificou em me dar uma oportunidade. A graça de Deus veio sobre minha vida e eu pude ser restaurado e transformado. Minha história é testemunho de que Deus pode libertar um alcoólatra e um viciado em crack. Glorifico a Ele por essa vitória e por ter me resgatado daquela vida de abandono das ruas.

Wellington Cláudio

 

Sou Wellington Cláudio e fui criado em Nova Vista/MG. Aos
11 anos me envolvi com maconha e aos 12 anos já estava mergulhado
na cocaína, no crack e no álcool.
Por um período fui cabeleireiro e tive alguns artistas como
meus clientes. Por causa da droga passei a cometer pequenos
roubos. A droga, a prostituição e as más companhias me consumiram
até me levarem pra rua, onde morei por 6 meses.
Conheci um ex-aluno do Projeto Cidade Refúgio. Ele me apresentou
ao Pr. Júlio que prontamente me deu uma oportunidade.
Na casa tive um real encontro com Deus.
Hoje tenho minha família novamente ao meu lado, vou montar
meu salão e pretendo continuar abençoando o Projeto cortando
o cabelo dos irmãos. Agradeço ao Senhor Jesus por ter
colocado este Projeto na minha vida e ao Pr. Júlio por fazer essa
obra abençoada.

Jonatas Salemã

Meu nome é Jonatas Salemã e tenho 19 anos. Sou de uma família de 7 irmãos e me envolvi com as drogas bem cedo. Logo aos 16 anos conheci a maconha. Aos meus olhos aquilo era bom, pois não conhecia a Palavra
de Deus que diz que “todas as coisas me são lícitas, mas nem todas me convêm” (I Coríntios 6:12). Como um abismo chama por outro
em pouco tempo conheci a cocaína e o crack. Piorava a cada dia até passar a furtar para sustentar meu vício, roubava as coisas de dentro da minha própria casa, de vizinhos e até de pessoas que tentaram me ajudar. Mesmo jurado de morte não conseguia me livrar do vício. Um dia me apresentaram um lugar abençoado chamado Cidade Refúgio, um lugar
onde verdadeiramente tive um encontro com Cristo. Fui restaurado tanto emocionalmente quando espiritualmente e hoje não dependo de nenhuma droga. Minha vida foi mudada para honra de nosso Senhor Jesus! Agradeço ao Pr. Júlio e a todos os monitores que colaboraram em Cristo para minha transformação e também a minha mãe que
nunca desistiu de mim. Hoje posso dizer que sou nova criatura!

“Meu nome é Rivaldo Dias Rezende e
vou contar um pouco da minha história”

 

Sempre fui um jovem de família e feliz, morava com meus pais e irmãos, estudava em escola pública e sempre me dei bem nos estudos. Era dedicado! Gostava de brincar com meus amigos da minha rua onde eu
morava e também, com alguns outros do bairro, que moravam em ruas mais distantes. Nos encontrávamos de vez em quando, para a conhecida “pelada de rua, com bola dente de leite”. Eu era bom de bola sim, não um Garrincha da vida, mas, dava trabalho aos adversários. Sempre fui muito popular no bairro e por isso, estava sempre nas rodas de amigos na rua.
Meu primeiro contato com álcool e droga, aconteceu na minha adolescência, tinha uns 15 anos. Meu pai não era de beber muito, bebia pouco (socialmente), e nunca foi de ficar bebendo e caindo pelas ruas, mas bebia. Minha mãe nunca foi de beber, e minha família, sempre foi como a da maioria das pessoas, uma “família normal”. Pode-se dizer assim.
Já na adolescência eu tive contato com a maconha, que era mais comum entre alguns muitos. Isso seguiu por muitos anos assim, fumando e bebendo, como se estivesse tudo dentro da normalidade.
Trabalhava e pagava minhas contas em dia, ajudava meus pais. Aos trinta anos eu conheci uma mulher (a Leidiane), e desse relacionamento, tivemos um filho (o João Pedro). Fui morar com ela, não casamos não, e conseguíamos viver assim, dividido entre a família e usando drogas. Dois
anos depois, eu comecei a usar uma droga mais pesada, a cocaína. Passei a ter dificuldade em arcar com minhas obrigações (pois a cocaína é muito cara), cumprir horários e responsabilidades no trabalho. Quando eu pensei que as coisas estavam ruins ou péssimas, cai nas garras do crack. Foi
ai que vi minha vida se definhar e foi minha derrocada. Perdi o emprego, mulher, amigos, respeito familiar e fui afastado do meu filho. Perdi tudo! O crack é a droga da destruição!
Em uma dessas atitudes impensadas e sob o efeito das drogas, me envolvi em um assalto e arrombamento de um galpão, resultando em minha prisão. Por eu ser réu primário, a advogada conseguiu que eu fosse liberado e que me submetesse à internação e tratamento em uma comunidade terapêutica. A assistente social da Polícia Civil me apresentou algumas opções de internação, e a que eu escolhi foi a *Cidade Refúgio. A partir desse dia, minha vida mudou. Desde o primeiro dia que fiz a entrevista, do acolhimento e da internação. Pude sentir novamente a alegria de viver. Fiquei internado por cinco meses, e pensei que já estivesse pronto para voltar para casa. Enganei-me, não estava forte o suficiente, abandonei o tratamento e, meses depois, fui parar na boca de fumo novamente, no colo das drogas. O inferno estava em festa. Mais dor e sofrimento para minha família. Angústia e tristeza sem fim. Isso perdurou por seis longos e aterradores anos. Eu já estava quase desistindo da vida. Foi quando em um momento de luz, lembrei me que tinha o contato de um obreiro e colaborador da *Cidade Refúgio, o Jerônimo (pessoa boa, um amigo). Decidi então, falar com minha irmã para ir atrás dele e pedir ajuda. Conversar com os responsáveis das internações e saber se eu poderia ter outra chance, para concluir o meu tratamento. Uma luz tocou no coração dessas pessoas, dando-me novamente a oportunidade de finalmente concluir o tratamento. Hoje estou aqui, renovado, forte e mais maduro. Não quero mais voltar para as ruas e drogas, muito menos cometer crimes e ferir minha família novamente. Só quero ter uma vida simples, mas com saúde e junto da minha família. Voltar para o trabalho, na oficina de marcenaria que eu tinha, lá no lote da minha avó onde eu morava, e que pretendo voltar a ter. Obrigado a todos que me ajudaram e continuam me ajudando. Obrigado a Deus, pois sem Ele, isso não seria possível. Eu quero mesmo é ser feliz e ter comunhão com Jesus Cristo!


*A Instituição dá a oportunidade para aqueles acolhidos que demonstrarem o desejo de se envolver nas atividades internas. Para isso, começa a ser observado até receber as devidas orientações em relação aos trabalhos voluntários, podendo permanecer na unidade por um período maior após cumprimento do prazo proposto. Se tudo for cumprido dentro da expectativa e que de fato tem vocação para a área, terá o treinamento e será absorvido como colaborador.